TER 1 OU MAIS FERRETS?


Os ferrets deviam vir com uma etiqueta de aviso a dizer “Cuidado!! Ter um ferret pode tornar-se um vício e pode vir a ter consequências de querer ter mais! Cuidado...”


Os ferrets não são significativamente territoriais, mas dentro das suas “colónias” existe uma ordem social e uma vez aceite eles partilharão a comida, água e áreas de brincar e dormir, mas quanto aos brinquedos, poderão tornar-se um pouco possessivos por vezes, com um determinado brinquedo.


A escolha de ter um só não tem mal nenhum... ou até mais que um, desde que se tenha tempo suficiente (2 a 4 horas diárias) para estar com ele, brincar, acarinhar e deixá-lo nas suas excursões com alguma supervisão, tudo bem.


Mas como disse inicialmente, “Ter um ferret pode tornar-se um vício e pode vir a ter consequências de querer ter mais! Cuidado!”.

SÃO AGRESSIVOS/MAUS?


Os ferrets como regra são amigáveis e de temperamento dócil. Mas existe um mito acerca deste assunto e acredita-se, erroneamente, que eles são agressivos e maliciosos.

Enquanto é verdade que ferrets machos, por castrar, são agressivos e territoriais para com outros ferrets( sejam machos ou fêmeas ) e não devem ser mantidos juntos, também é verdade que os machos que são castrados, são extremamente dóceis para com outros ferrets assim como para o ser humano. Os ferrets foram domesticados à muitos anos e como tal foram cruzados e criados para serem dóceis.

No entanto, qualquer animal que tenha falta de atenção e carinho, que seja abusado ou mal tratado, pode ter um acto imprevisível e pouco agradável para com o dono.

Desde que trate o seu ferret com paciência, amor, muita brincadeira e lhe demonstre que tipo de comportamento (regras) pretende dele, verificará então que tem em mãos o companheiro mais amigável, divertido e amoroso.

QUAL É A MELHOR IDADE PARA CASTRAR/ESTERILIZAR?



A maturação sexual é atingida entre os 5 – 8 meses de idade, nessa altura é aconselhável castrar/esterilizar os seus ferrets a não ser que pretenda cruzá-los e ter crias.

PORQUE DEVEM SER CASTRADOS/ESTERILIZADAS?




As fêmeas, quando chega a época do cio, tipicamente do mês de Janeiro a Julho (existem sempre excepções), perdem sangue (ou não) durante esse tempo e se não cruzarem podem morrer de uma infecção fatal ou por anemia. Cuidado, que no cio as fêmeas podem não ter sempre corrimento de sangue e mesmo assim desenvolver uma anemia grave, que chega silenciosamente sem o dono se aperceber e quando der por isso já é tarde demais... Entrará em choque anémico e bastante difícil de se salvar...


Os machos, ficam com um cheiro muito intenso tipo “musk”, quando entram na época do cio, normalmente de Março a Agosto ( novamente existem excepções à regra) e procedem à marcação do território com urina (em toda a casa e em você inclusive), além disso tornam-se mais agressivos, devido à territorialidade natural em todos os machos completos, por isso não se admire se o seu “menino” que sempre foi tão querido e dócil, de repente o/a comece a morder com muita força, pois o instinto é mais forte que a sua vontade própria. Existem relatos de pessoas que os seus machos as morderam com tanta força sem largar, que chegou a fazer sangue, mas claro que como já foi dito anteriormente existem sempre excepções....


Por conseguinte, nas fêmeas a esterilização protege a sua saúde e nos machos a castração torna-os mais dóceis para com o dono/a e acaba com o “inconveniente” do cheiro a “musk” e da marcação de território.

Na nossa opinião, se é uma opção sua ter um ferret como animal doméstico (como tal compreende-se que esteja em casa), não é um animal para estar alojado na rua ou na varanda e como também já soubemos na garagem só porque “cheira mal”, já que com a simples castração se resolve essa situação.


Portanto se não gosta do cheiro e também não o quer castrar, é melhor pensar bem se quer ou não ter um ferret como animal doméstico, antes mesmo de o adquirir para mais tarde não o dar a alguém porque “cheira mal” vive fora do ambiente familiar e “é agressivo” e você não aguenta mais toda a situação, tudo só porque não o quer castrar. Como nós dizemos sempre e assumimos, eles têm um cheiro característico (a “musk”) que muitas pessoas detestam e de qualquer modo por vezes é tão intenso que mesmo quem gosta, enjoa…



Esta é a nossa opinião e apenas a opção que tomámos, para assim eles viverem felizes, mais perto de nós e também mais quentinhos no Inverno e mais fresquinhos no Verão. É só mimos e boa vida…

OS FERRETS CHEIRAM MAL?

Os ferrets são membros da família “Mustelidae”, o que quer dizer que possuem glândulas anais que produzem um cheiro característico a “musk”.
Os ferrets não castrados/esterilizadas quando estão assustados ou eufóricos com algo, por vezes emanam um cheiro bastante intenso.

Os machos não castrados, tal como os gatos, marcam o seu território com urina, que tem esse cheiro muito forte. O processo de castração/esterilização reduzirá dramaticamente o cheiro a “musk”que o ferret produz.
Até a essa altura chegar (mais ou menos aos 6/8 meses de idade) o melhor a fazer é mudar frequentemente a sua cama, já que a cama fica com o cheiro do pêlo e vice-versa. (Não é muito aconselhável o ferret tomar frequentemente banhos, porque retira os óleos essenciais da sua pele.)

COMO DISTINGUIR UM MACHO DE UMA FÊMEA?



Para distinguir um macho de uma fêmea olhe para a barriga do seu ferret, se vir o que parece um umbigo saído é um macho – e não é um umbigo! De outra forma para ver se é uma fêmea, procure por uma segunda “abertura” logo a seguir ao ânus.

(Nesta foto é um macho)

Não existe uma diferença consistente de personalidade entre macho e fêmea. Já no tamanho e no peso em adultos, o macho é consideravelmente maior, mede 45 cm e pesa entre 0.9 e 2.3 kg comparando com a fêmea que mede 35 cm e pesa entre 0.5 e 1.3 kg.

A FASE "IDOSA"



Tipicamente o ferret viverá de 6 a 8 anos. Embora haja conhecimento de alguns casos de ferrets com 12 anos.

Apesar de o ferret poder passar a dormir mais à medida que vai envelhecendo, vai reparar que não é por chegar a uma idade mais avançada que o ferret deixa de brincar, mantêm essa faceta brincalhona e traquinas para toda a sua vida.

Depois dos 3 anos, é uma boa ideia passar a fazer um exame físico anualmente.

A FASE ADULTA




O ferret atinge a fase adulta por volta de um ano de idade.

Notará provavelmente uma mudança na sua personalidade.

Ele irá demonstrar interesse pelas actividades dos seus donos e procurará activamente a sua aprovação.

Mesmo continuando a brincar muito, vai reparar que o seu ferret começará a pedir colo muito mais frequentemente.

A FASE DA "ADOLESCÊNCIA"





Geralmente atinge o seu tamanho aos 5/6 meses, mas pode “dar um salto no crescimento” por volta dos 8 a 12 meses.

Entre os 6/8meses de idade o ferret começa a amadurecer, a desenvolver a sua personalidade adulta e entra na fase da “adolescência”. Como qualquer adolescente, esta é a altura para testar as fronteiras para ver até onde pode ir e se por vezes obedece noutras alturas parece estar esquecido do que lhe foi ensinado. Seja apenas coerente e firme nas regras que já lhe ensinou. Ele/ela continua sempre a aprender coisas novas portanto nota-se que não está esquecido/a apenas a testar os limites.

Seja paciente, esta fase apenas dura alguns meses.

Providencie-lhe muita brincadeira e amor em grande quantidade.

A 1ªFASE





Esta 1ª fase é a do nascimento até aos 6/8 meses.

Nos primeiros três meses, o ferret brinca com os seus irmãos/irmãs interagindo com mordidas e sacudidelas e contrariamente ao ser humano os ferrets foram “abençoados” com uma pele incrivelmente rija. De repente o ferret, encontra-se com um novo companheiro de aspecto engraçado (você!) e quer brincar consigo, interagindo como fazia com os seus irmãos/irmãs, com mordidas! E o que é apenas um beliscão entre ferrets, você pode achar um pouco mais doloroso, mas os ferrets não têm intenção de magoar, é tudo feito como o mais puro divertimento, você como dono/a é que tem a responsabilidade de lhe ensinar o que é que considerado como “comportamento aceitável”. Uma das possibilidades de treino é, segurando-o por baixo das axilas e chocalhando-o ao de leve ao mesmo tempo que se diz firmemente “ NÃO ”. Dê-lhe um brinquedo para ele/ela morder e brinque com esse brinquedo em vez de brincar com as mãos. As crias de ferret são muito inteligentes e aprendem mais depressa que a maior parte dos animais.

Adoram explorar tudo, todos os cantos e recantos da casa têm que ser examinados por eles, atrás e debaixo dos móveis, por baixo da cama (cuidado se o estrado tem molas!), por baixo do sofá (cuidado com o forro debaixo que ele pode rasgar e entrar para a estrutura que se for de molas ele pode ficar lá preso). Se o puser numa divisão da casa, nova para ele, será investigada uma vez. E outra para ver se cheiraram tudo da primeira e muitas mais para verificar se está tudo no mesmo sítio de sempre.

Gostam também de coleccionar objectos no seu esconderijo favorito, portanto cuidado com objectos que estejam ao seu nível e mesmo se não estiverem eles encontrarão maneira de chegar até eles.

Os ferrets dormem muito. Um ferret saudável dormirá frequentemente 18 a 20 horas diárias e ajustará os seus horários de actividade para a altura em que o seu/sua dono/dona estiver disponível para lhe dar atenção. O ferret necessita no mínimo, de 3 horas diárias de brincadeira e atenção fora da gaiola.

É nesta fase que é mais fácil começar a ensinar-lhe tudo o que quiser, como não morder com força, usar o tabuleiro da areia para fazer as suas necessidades(na foto, 1ª semana em casa, numa gaiola condicionada para aprender onde fazer as necessidades) e até gracinhas a troco de uma guloseima.

Poderá começar a habituá-lo a usar o peitoral e passeá-lo de trela ou transportá-lo dentro de um saco com rede e fechado. Mas se o saco não tiver rede ele quererá ir de cabeça de fora e aí deverá ir com a trela presa numa alça para que ele/ela não salte para o chão. Se quiser passeá-lo de trela pelo chão, deverá ser somente a seguir às primeiras vacinas e em locais com poucas pessoas.

COMPORTAMENTO GERAL





Os ferrets são excelentes animais de companhia, mas não são para toda a gente. Se é daquelas pessoas que tem um grande amor por aquele jarrão de porcelana ou por aquele tapete persa, o ferret não é animal para si, para se ter um é necessário, um grande sentido de humor, espírito jovial e por vezes alguma paciência.

As personalidades dos ferrets são tão variadas como as do ser humano. Em geral pode dizer-se que são um misto da personalidade do cão e do gato. São mais independentes que os cães, mas requerem mais atenção que os gatos. Como um cão, pode-se ensinar a vir ao chamamento pelo nome, apesar de por vezes serem um pouco casmurros e terem algo mais interessante para fazer (como um gato).Tal como o cão conseguem-se ensinar pequenos truques, como ir buscar uma bola de ténis ou levantar-se nas patas traseiras por uma guloseima. Diferentemente do cão não necessita de ser passeado (mas pode ser, com trela e peitoral de gatinho).


Mas num ponto os ferrets são diferentes dos cães e dos gatos, não podem ser deixados à solta pela casa. Uma gaiola com dimensões adequadas é uma necessidade! Na ausência do/a dono/a evitará que o nosso amigo se meta em confusões, como abrir armários, partir algo ou ficar preso nalgum sítio, devido à sua enorme curiosidade.

A curiosidade é realmente a sua característica mais marcante, além disso são animais muito inteligentes, sociáveis, carinhosos, silenciosos, brincalhões e divertidos. Descobrirá que o seu ferret, independentemente da idade, é uma pequena bola de pêlo hiper-energética. Quando estão muito felizes e entusiasmados pulam desgovernadamente ao que se costuma chamar de “ Dança da alegria”. São muito engenhosos quando querem algo que está fora do seu alcance, casmurros e por vezes até obsessivos em relação a algo.
Costumam tremer, não por medo mas por sentirem frio, ou por mimo...

Se os ferrets pudessem falar as suas frases favoritas seriam: “O que é isto?”, “Isto é meu!” e “Olha para mim!...”.


MARTA E FUINHA


Marta
(Martes martes)

Corpo: 45 cm
Cauda: 25 cm
Pêlo: Castanho - arruivado com uma mancha amarelada na garganta.
Habitat: Europa. Zona de floresta.
Alimentação: Roedores, aves, insectos e bagas silvestres.
Comportamento: Actividade crepuscular e nocturna. Repousa nas tocas abandonadas por esquilos ou em partes das árvores que sejam ocas. É uma óptima trepadora, mas caça no solo.



Fuinha
(Martes foina)

Corpo: 45 cm
Cauda: 25 cm
Pêlo: Castanho - pardo, com uma mancha branca na zona da garganta e do peito estendendo-se geralmente para a zona das patas em forma de forquilha.
Habitat: Europa Central e Meridional. Zonas Rochosas, nas orlas das montanhas e dos bosques. Podem ser encontradas perto de aldeias e cidades.
Alimentação: Roedores, frutos e bagas.
Comportamento: Actividade exclusivamente nocturna. Refugia-se em troncos ocos, nos buracos e fendas das rochas e também em construções feitas pelo Homem. Nas aldeias são consideradas úteis enquanto comem ratos e ratazanas.

TEXUGO E LONTRA



Texugo
(Meles meles)

Corpo: 75 cm
Cauda: 20 cm
Pêlo: Cabeça com faixas brancas e pretas, dorso cinza prateado e a parte das patas e barriga pretas.
Habitat: Europa. Habitam em bosques de caducifólias e montanhas até os 2000 m.
Alimentação: Bagas silvestres, raízes, tubérculos, minhocas, insectos, rãs e carne putrefacta.
Comportamento: Actividade nocturna e crepuscular. Escava longas galerias com várias “câmaras”. Os casais formam-se para toda a vida.



Lontra
(Lutra lutra)

Corpo: 85 cm
Cauda: 45 cm
Pêlo: Pelagem muito espessa, fina e castanha
Habitat: Europa, mas em algumas zonas praticamente “extinta”. Habita em margens pouco acessíveis de rios, riachos com vegetação bastante densa.
Alimentação: Peixes e por vezes rãs.
Comportamento: É principalmente nocturna. Constrói os seus abrigos junto às margens dos rios.

DONINHA E GLUTÃO


Doninha
(Mustela nivalis)

Corpo: 20 cm
Cauda: 25 cm
Pêlo: Castanho- pardo com a zona inferior branca.
Habitat: Zona da Europa. Vive nas áreas de terrenos cultivados, mas evita as zonas húmidas.
Habita em quase todos os “habitats” e nas montanhas até aos 3000 m.
Alimentação: Roedores, aves, ovos e insectos.
Comportamento: É diurna e nocturna. É uma excelente trepadora, consegue erguer-se nas patas traseiras e caça tanto no solo como no interior das galerias subterrâneas dos roedores.
Curiosidade: É o mais pequeno dos carnívoros existentes na Europa. A sua cabeça mede apenas 2 cm de largura e tem um corpo delgado e esbelto.


Glutão
(Gulo gulo )

Corpo: 80 cm
Cauda: 20 cm
Pêlo: Castanho pardo, sendo as extremidades mais escuras.
Habitat: Norte da Escandinávia e Finlândia até à Sibéria.
Bosques de coníferas e nas tundras na montanha até ao limite das árvores.
Alimentação: No Verão, ovos, bagas silvestres e lemingues. No Inverno, lebres e corços, normalmente alimenta-se de animais doentes, feridos ou debilitados e até de carne putrefacta.
Comportamento: Nocturno e diurno. Dá à luz duas a três crias as quais são criadas em tocas subterrâneas, nas rochas ou na neve. No tempo de neve não tem abrigo fixo.
Curiosidades: Em inglês é conhecido por “Wolverine” e existe um super- herói de banda desenhada com o seu nome.

TOIRÃO E ARMINHO


Toirão
( Mustela putorius)

Corpo: 30 cm
Cauda: 15 cm
Pêlo: O pêlo é pardo preto, com uma lanugem que vai do branco ao amarelo, até ao canela alaranjado.
Habitat: Europa. Habitam campos, pradarias e bosques pouco frondosos. É usual avistá-los perto de zonas habitadas.
Alimentação: Roedores, aves, répteis e insectos.
Comportamento: Actividade nocturna e crepuscular, de dia dorme, ás vezes tão profundamente que parece estar inconsciente. Abriga-se em troncos ocos de árvores ou amontoados de troncos.
Outras espécies:
Toirão de eversmann ( Mustela eversmanni) habita nas zonas do Leste da Europa nas estepes. É o mais manso, mas também o mais tímido e evita as aldeias.
Visão- europeu ( Mustela lutreola ) em liberdade corre o perigo de extinção, devido à introdução na Europa pelo Homem, do Toirão Americano, o qual tem o dobro do tamanho, dobro da agressividade e territorialidade, dominando assim sobre o Europeu.




Arminho
( Mustela erminea)

Corpo: 30 cm
Cauda: 12 cm
Pêlo: No Verão o pêlo vai do castanho, ao pardo com tons de canela e com a zona inferior branca. No Inverno a pelugem muda toda para branco à excepção da ponta da cauda, que se mantém preta.
Habitat: Norte da Europa. Zonas de pradaria, campos e sebes, preferindo áreas próximas de pontos de água. Na montanha habita até aos 3000 m.
Alimentação: Roedores, aves e moluscos.
Comportamento: Actividade diurna e nocturna. Ergue-se frequentemente sobre as patas traseiras, corre aos saltos, defende e marca o seu território de caça.
Curiosidade: Um centímetro quadrado da sua pele tem cerca de 20 000 pêlos.

MUSTELÍDEOS

Pertencendo ao mais antigo grupo de carnívoros, adaptam-se com facilidade e colonizam praticamente todos os biótipos.
A maioria destes animais são solitários e alimentam-se preferencialmente de carne, localizando as suas presas com o seu olfacto apuradíssimo. Marcam os seus territórios com marcas odoríferas sobre troncos de árvores e pedras. As crias nascem cegas e surdas e com uma fina camada de pêlo, como todas as crias de carnívoros.

OS FURÕES AO LONGO DA HISTÓRIA




Segundo alguns historiadores, os furões, foram domesticados pelos Egípcios à mais de 25000 anos, mesmo antes dos gatos. Inicialmente eram usados para controlar eventuais pragas de ratos nas casas e para caçar pequenos roedores.

Ao longo da História existem citações do furão como animal doméstico, nos escritos de Aristóteles( 384 AC – 322 AC ), Strobo( 63 AC – 24 DC ), Plínio( 23 DC – 79 DC ). Documentos Romanos, mencionam o uso de furões para caçar coelhos. Existem mesmo registos, como um manuscrito de iluminuras francês, escrito entre 1387-1391 por Gaston Phoebus chamado “ O livro da caça “ no qual é demonstrado e explicado como caçar com furão, isto na Idade Medieval.
No Louvre, está uma pintura que retracta o “Duque de Burgundy”, datado entre 1404-1419 em que aparece um furão doméstico à volta do seu pescoço.

Num outro livro mas de História Natural, datado de 1551, escrito por Conrad Gesner que dá pelo nome de “Historiae Animalium” existe uma gravura de um furão manso, de trela e a comer de um prato.

A Rainha Victoria de Inglaterra, possuía um furão doméstico como animal de companhia, isto em 1875 assim como a Rainha Elizabeth I.

O furão chegou aos EUA com os primeiros colonizadores e lá tornou-se num animal de companhia. Actualmente os ferrets são a terceira maior população de animais de companhia, com cerca de 8 milhões de animais, a seguir ao cão e ao gato. Como resultado, esta linhagem de furões mansos, dada como animal de companhia, perdeu a maior parte das suas capacidades de sobrevivência no meio selvagem e depende totalmente dos humanos para sobreviver.
Se libertado lá fora, no meio selvagem, morreria à fome em dois dias ou menos. Compará-lo com os seus familiares selvagens, seria o mesmo que comparar o cão com o lobo.

QUAL É A ORIGEM DO FURÃO DOMÉSTICO?

O furão doméstico( Mustela Putorius Furo) pertence à família dos mustelídeos, a mesma do arminho, marta, doninha e lontra, que pertencem todos à classe dos mamíferos e à ordem carnívora.

O furão manso é um primo- provável descendente –do Furão europeu (Mustela Putorius)de nome comum Toirão.

EXISTEM DOIS TIPOS DE FURÕES?




Acredita-se que o furão manso, mais conhecido por ferret, seja originário do cruzamento do furão europeu, com o das estepes siberianas( Mustela Eversmanni ) bastante mais manso, dando assim origem, a duas linhagens distintas, uma selvagem e outra doméstica.